Pelos vistos para a Tagus, desta cerveja os gays não podem beber.novembro 22, 2007
novembro 19, 2007
O Tribunal da Relação confirmou a decisão de despedimento de um trabalhador em 2004, cozinheiro num hotel por ser portador de HIV. Os juízes não ligaram aos vários pareceres técnicos que contrariavam essa decisão. Os especialistas reagiram: José Vera afirma que "ninguém pode saber tudo e é para isso que há órgãos técnicos". Ignorar um parecer do Centro de Direito Biomédico "é querer continuar a ser ignorante". O autor deste, André Dias Pereira, ficou "surpreendido" com a decisão por ser incorrecta "no plano jurídico e médico". "Não há nenhuma possibilidade técnica de que, por muito suor e lágrimas que caiam por cima de folha de alface, o cliente a coma e o HIV seja transmitido. É completamente louco. Merece o mais veemente protesto." O especialista considera que esta decisão do Tribunal da Relação "é muito mau sinal para a comunidade jurídica e para os trabalhadores e empregadores no sentido da discriminação de indivíduos portadores de HIV". "Se há problemas com o suor e lágrimas, é melhor testarem educadores de infância, professores, juízes...", ironiza. Este tipo de decisão "afasta as pessoas de fazerem testes", junta. |
novembro 18, 2007
Leio este título numa notícia do DN de sábado "Violada e condenada a chicotadas". Pareceu-me que havia engano e li de novo. Pensei logo naquelas situações tão vulgares ainda na nossa sociedade em que quando uma mulher é violada a culpa é dela, ou porque estava onde não devia estar, ou porque "estava a pedi-las".
Não foi cá, não se dão chicotadas aqui. Foi na Arábia Saudita. A rapariga xiita , violada por um grupo de sete homens foi condenada por não ter cumprido a lei que estipula que uma mulher não pode estar num local público sem ser acompanhada pelo marido ou um familiar. Estava com o ex-namorado num carro quando foram raptados. Os atacantes, sunitas, foram condenados a dez meses de prisão e o casal a 90 chicotadas.
Ao apelar da sentença por a achar injusta , foi condenada a seis meses de prisão por ter contado a história .
São mesmo histórias das arábias...
novembro 17, 2007
Previsão do tempo para 2ª Feira, 19 de Novembro de 2007
Céu em geral muito nublado.Vento moderado (15 a 30 km/h) de sudoeste, soprando moderado a forte (35 a 50 km/h) no litoral a sul do Cabo Carvoeiro.Nas terras altas, o vento será forte a muito forte (40 a 65 km/h)de sudoeste, com rajadas que poderão atingir os 90 km/h.Períodos de chuva, por vezes forte.Queda de neve acima dos 1400 metrosSubida da temperatura mínima e descida da temperatura máxima.
Decididamente vou ter de arranjar tempo e paciência para arrumar a roupa de Verão e procurar a de Inverno.
Céu em geral muito nublado.Vento moderado (15 a 30 km/h) de sudoeste, soprando moderado a forte (35 a 50 km/h) no litoral a sul do Cabo Carvoeiro.Nas terras altas, o vento será forte a muito forte (40 a 65 km/h)de sudoeste, com rajadas que poderão atingir os 90 km/h.Períodos de chuva, por vezes forte.Queda de neve acima dos 1400 metrosSubida da temperatura mínima e descida da temperatura máxima.
Decididamente vou ter de arranjar tempo e paciência para arrumar a roupa de Verão e procurar a de Inverno.
novembro 10, 2007
Maldita Matemática! Muitos pensam assim....mas é apenas o título de um conto escrito por Arkady Averchenko, um escritor russo que viveu entre 1881 e 1925. Conta a história de um rapaz, Pantalikin que se chateou com a Matemática porque não foi capaz de resolver um problema que "o pobre professor de matemática completamente desprovido de imaginação"lhe apresentou.
Podem perguntar: porque é que não conseguiu resolver o problema?" O problema era demasiado abstracto para ele, que preferia as imagens concretas”.
Começava assim:“Dois lavradores saíram do povoado A em direcção ao povoado B; o primeiro anda 4 quilómetros por hora e o segundo 5” enquanto o jovem Pantilikin pensava “Que é isto de lavradores primeiro e segundo? Por que não haveriam de dar-lhes nomes humanos? Chamarem-lhes por exemplo, João e Basílio talvez tivesse sido prosaico em excesso; mas por que os não baptizaram com nomes romanescos como Guilherme e Rodolfo?” O jovem resolveu então reescrever o problema, enquanto o tempo ia passando, de uma forma que se entendesse: “Antes de o sol dourar as copas dos gigantescos ‘baobabs’, de os pássaros das regiões tropicais despertarem nos seus ninhos, de os cisnes negros saírem dos enormes matagais de bambus australianos, Guilherme Bloker, o célebre bandido, terror de todo o país, pôs-se a caminho…”Claro que com esta escrita toda o nosso rapaz não teve tempo de resolver o problema e teve má nota!
novembro 09, 2007

Robert Doisneau
Agora voltou a falar-se no insucesso escolar devido à divulgação dos rankings . Repetem-se as análises, os comentários e tudo permanece.
Há males (para uns) que vêm por bem ( para outros). O insucesso escolar nas escolas públicas alimenta, como todos sabemos, um grande negócio. O que seria de tantos colégios particulares, salas de estudo, centro de explicações, franchisings, que por aí florescem em cada bairro, sem falar nos explicadores particulares, se a situação se alterasse? Um mal para muitos.
Alguém quer mesmo alterar a situação?
E afinal o que é o sucesso?
novembro 02, 2007
novembro 01, 2007
Somos, por vezes, levados a pensar que o número de polícias é insuficiente, até porque quando precisamos de um, nunca o encontramos. No entanto , o nosso país , na Europa é dos que tem mais agentes - em 2003 por cada 100 000 habitantes havia 453. (European Source book of Crime and Crimminal Justice Statistics,2006). Éramos também,em 2005, com a Espanha ,a França, Áustria e Hungria um dos países mais seguros(European Crime and Safety Survey,2005). Claro que aqui temos que lembrar que nem todas as pessoas vítimas de agressão fazem queixa e que são muitas vezes incentivadas a não o fazer, o que diminui as estatísticas. Mesmo fazendo essa ressalva será que quanto mais polícias houver mais bem protegidos estamos?
Se compararmos a Finlândia com a Grécia que têm igual taxa de vitimização onde o número de agentes na primeira é de 159 e na Grécia é de 491, a resposta seria não.
O elevado número de agentes nos países latinos pode ter a ver com heranças do passado de ditaduras, burocratização e má gestão dos recursos. Será preciso fazer inquéritos de opinião junto das vítimas para apurar o seu grau de satisfação com a actuação da polícia e aí há ainda poucos para poder tirar conclusões generalizadas. Mas podem-se ver situações interessantes: no Reino Unido onde a taxa de crime é elevada a maioria das vítimas declara-se satisfeita com os serviços da polícia e na Suécia onde há poucos agentes (182) e taxa elevada de vítimas, as pessoas estão satisfeitas com a actuação policial. Pelo contrário nos tais países seguros e "bem" policiados os inquéritos mostram que as vítimas estão muito pouco satisfeitas com os serviços da polícia.
Estas notas foram retiradas de um artigo de Setembro das Alternatives Économiques.
outubro 29, 2007
Já tenho constatado que nem sempre o título de um artigo corresponde ao seu conteúdo. Uma pessoa, na sua boa fé, começa a ler o texto e conclui que nada do que está escrito leva à conclusão que o título parece resumir. Ou então talvez seja um erro do leitor precipitado.
Neste domingo, no Público, vinha uma entrevista a Júlio Pedrosa por JM Fernandes e Raquel Abecassis. A certa altura surge um subtítulo destacado com letra mais forte "Estatuto dos docentes é muito rígido".
Comecei a ler pensando ser a opinião do entrevistado, actual presidente do Conselho Nacional de Educação, afinal é a opinião dos jornalistas:
"O governo aprovou um novo estatuto da carreira docente que cria uma grelha rígida para todo o país. Para haver mais autonomia não deveria ser possível premiar os professores que se dispõem a ir para zonas difíceis e conseguem bons resultados?"
Resposta:
"Estamos a entrar numa área onde se deram passos decisivos, como é o caso da estabilidade do corpo docente, com a colocação por três anos. Isto vai ter um grande impacto nas escolas.O estatuto também cria a figura de professor titular, o que é um bom princípio. "
outubro 27, 2007
Suponho que o luminoso Sol, como um amigo com graça lhe chama, tenha um certo trabalho todas as semanas a tentar descobrir uma maravilhosa, numerosa e feliz família da classe média alta e alta para expor no seu Tabú. Não será tarefa fácil. Um conselho: porque não tenta agora, para variar, procurar nas outras classes, em que certamente os problemas não serão quem vai levar e buscar as inúmeras crianças ao ballet, equitação, natação, golfe... mas algo mais primário ,como o que lhes dar para comer e vestir, todos os dias ,para irem para a escola com um ar decente.
Terá pouco interesse jornalístico para os leitores do Sol, claro, ensombra-lhes o dia, mas é capaz de ter mais a ver com este país.
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