Andei a dar uma volta pelos blogs. Há para todos os gostos: poesia, pequenas estórias, pornografia, desabafos...Debrucei-me um pouco sobre os de comentários políticos. Fazem lembrar, alguns, aqule programa da TSF, da manhã que devia ter o prémio do programa humorístico nacional - o Fórum.
Tal como aí todos são livres de dizer o que lhes apetece,mas mais protegidos porque ninguém os conhece.
Estive a ver o que se diz sobre a demissão do Governo e a atitude do PR. Nada de novo: está dito e redito em todos os comentadores esclarecidos do nosso universo. Uns contra uns, outros não, é a democracia.
Mas não gostei de um comentário. Segundo uma determinada criatura fiquei a saber que se uma pessoa for gay não tem capacidades políticas e muito menos ser primeiro minitro. Será que para ser PM tem de se ser heterosexual, macho, talvez até católico, porventura bater na mulher ou ser fiel ( ou infiel)? Teremos que rever a Constituição.
dezembro 12, 2004
outubro 27, 2004
Perturbações
Se havia dúvidas, desapareceram. Houve pressão do Governo no caso da TVI e do Marcelo assim se conclui pelas palavras deste hoje ao ser ouvido pela Comissão para a comunicação social.
Não conheço é os negócios que estão subjacentes, que terão levados às pressões ( a pt e não sei que mais ) . E inaceitável. Será que voltamos a ter censura na comunicação social? Vamos ficar parados a assistir este retrocesso como ficamos parados em relação a tudo o que vai acontecendo e nos desagrada? À espera de D. Sebastião.
Tinha muitos projectos de trabalho para hoje - acabei por nada fazer. Só ouvi o Marcelo e agora tenho de inventar um jantar, mas não me vou esforçar, o jantar mais fácil e de que todos gostam cá em casa, carnívoros e vegetarianos, bacalhau. Que parece estar em vias de extinção, será que acontecerá o mesmo com a nossa liberdade?
Não conheço é os negócios que estão subjacentes, que terão levados às pressões ( a pt e não sei que mais ) . E inaceitável. Será que voltamos a ter censura na comunicação social? Vamos ficar parados a assistir este retrocesso como ficamos parados em relação a tudo o que vai acontecendo e nos desagrada? À espera de D. Sebastião.
Tinha muitos projectos de trabalho para hoje - acabei por nada fazer. Só ouvi o Marcelo e agora tenho de inventar um jantar, mas não me vou esforçar, o jantar mais fácil e de que todos gostam cá em casa, carnívoros e vegetarianos, bacalhau. Que parece estar em vias de extinção, será que acontecerá o mesmo com a nossa liberdade?
outubro 07, 2004
Escrever
É difícil arranjar tempo para parar, pensar e a seguir escrever. E qunto menos vezes isso se faz mais penoso é fazê-lo. E como não é fácil :adia-se. Isto a propósito das minhas intensões iniciais de escrever de um modo regular. Quando vou no eléctrico, sem ter que responder a nada, apenas sentada à espera de chegar vou imaginando o que irei escrever como quando acordamos de noite e temos um sonho que não queremos esquecer. Quase sempre fica tudo por aí. Quando vou escrever tudo me parece sem graça.
Depois do "caos" do começo das aulas, da nova lei das rendas de casa, das reformas e ordenados da CGD parecia que iria haver calma e eis que o nosso querido comentador Marcelo é pressionado como se estivéssemos noutros tempos ( bem noutros tempos ele nem falava...) a estar calado. Confesso que até simpatizo com ele, embora não concorde com tudo o que diz.
Mas há dois comentadores que eu não suporto. Um é o João César das Neves - às vezes interrogo-me se ele pensará mesmo o que diz ou se está a fazer provocações.
Outro é o Luís Delgado pelo amor que tem ao seu ídolo - o amor é cego.No entanto o JSN esta semana até escreveu um texto que não era desinteressante sobre os jovens.
Depois do "caos" do começo das aulas, da nova lei das rendas de casa, das reformas e ordenados da CGD parecia que iria haver calma e eis que o nosso querido comentador Marcelo é pressionado como se estivéssemos noutros tempos ( bem noutros tempos ele nem falava...) a estar calado. Confesso que até simpatizo com ele, embora não concorde com tudo o que diz.
Mas há dois comentadores que eu não suporto. Um é o João César das Neves - às vezes interrogo-me se ele pensará mesmo o que diz ou se está a fazer provocações.
Outro é o Luís Delgado pelo amor que tem ao seu ídolo - o amor é cego.No entanto o JSN esta semana até escreveu um texto que não era desinteressante sobre os jovens.
setembro 15, 2004
Re-começo
As férias já lá vão, o verão também. As aulas começam amanhã para algumas escolas não sei se muitas se poucas- ao que consta 50 mil professores não sabem ainda onde vão trabalhar. Não tenho esse problema pois sou quase mobiliário escolar do inventário da escola.
Nestes últimos dias fiz algumas leituras , uma delas há anos andava a adiar- Os Maias.
Não sei bem porquê comecei este livro várias vezes, ao longo de anos, e abandonava-o quase sempre na descrição das obras do Ramalhete. Gostei e fiquei curiosa de conhecer melhor o escritor enquanto pessoa. Já tinha lido outras obras dele, tinha uma ideia talvez errada sobre o Eça,devido ao modo com ele vê as mulheres: seres inúteis, decorativos e vorazes...
Comecei também a ler um escritor de que não gosto e de quem nunca consegui ler nada : estou a fazer um esforço para ler o Saramago( pasmem!) "Ensaio sobre a lucidez".
Li ainda, esse sem sacrifício, "O código Da Vinci" de Dan Brown que me ofereceram pelos anos e vi pela imprensa o êxito que o livro tem tido.Espantoso. Acabei ontem "O adversário" de Emmanuel Carriere. Interessante.
Bom mas agora tenho que me dedicar à Matemática,o trabalho exige.
Nestes últimos dias fiz algumas leituras , uma delas há anos andava a adiar- Os Maias.
Não sei bem porquê comecei este livro várias vezes, ao longo de anos, e abandonava-o quase sempre na descrição das obras do Ramalhete. Gostei e fiquei curiosa de conhecer melhor o escritor enquanto pessoa. Já tinha lido outras obras dele, tinha uma ideia talvez errada sobre o Eça,devido ao modo com ele vê as mulheres: seres inúteis, decorativos e vorazes...
Comecei também a ler um escritor de que não gosto e de quem nunca consegui ler nada : estou a fazer um esforço para ler o Saramago( pasmem!) "Ensaio sobre a lucidez".
Li ainda, esse sem sacrifício, "O código Da Vinci" de Dan Brown que me ofereceram pelos anos e vi pela imprensa o êxito que o livro tem tido.Espantoso. Acabei ontem "O adversário" de Emmanuel Carriere. Interessante.
Bom mas agora tenho que me dedicar à Matemática,o trabalho exige.
agosto 02, 2004
Desabafo
Este ano não foi dos melhores, antes pelo contrário. Por um lado a crise económica instalou-se claramente em casa e a crise relacional também. Já se sabe que casa onde não há pão todos falam e nenhum tem razão - mas não é bem ainda esse o caso.
O que mais me afecta é o presente e futuro incerto dos filhos. A inexistência visível de um projecto de vida definido por eles. Vejo o tempo correr e os seus valores são o esgotar do momento imediato, o prazer fácil, o viver e conviver, sem escolhas que impliquem sacrifícios porque só o agora existe. Talvez eu também gostasse de ter sido assim quando tinha a idade deles, mas escolhi trabalhar, estudar, tirar um curso, até porque não tinha quem me sustentasse e me permitisse viver o presente apenas.
É muito frustrante e difícil ser"educador". Será que construí demasiadas expectativas em relação aos filhos? Vejo-os como pessoas independentes de mim , vivendo como querem, mas receio que levem muito tempo a perceber que o futuro também existe e depende das opções que estão a fazer agora -nenhumas.
O que mais me afecta é o presente e futuro incerto dos filhos. A inexistência visível de um projecto de vida definido por eles. Vejo o tempo correr e os seus valores são o esgotar do momento imediato, o prazer fácil, o viver e conviver, sem escolhas que impliquem sacrifícios porque só o agora existe. Talvez eu também gostasse de ter sido assim quando tinha a idade deles, mas escolhi trabalhar, estudar, tirar um curso, até porque não tinha quem me sustentasse e me permitisse viver o presente apenas.
É muito frustrante e difícil ser"educador". Será que construí demasiadas expectativas em relação aos filhos? Vejo-os como pessoas independentes de mim , vivendo como querem, mas receio que levem muito tempo a perceber que o futuro também existe e depende das opções que estão a fazer agora -nenhumas.
julho 22, 2004
Insegurança
Mais um episódio sangrento na minha rua. Desta vez agrediram um empregado e o dono de uma loja de electrodomésticos mesmo por baixo da minha janela. Motivo: as referidas pessoas teriam chamado a polícia porque um grupo de vagabundos estava a fazer muito barujho na via pública. E era verdade. Como de costume, umas vezes mais do que outras, um grupo de marginais cuja fonte de rendimento não é o trabalho por conta de outrém com descontos para o IRS, passa o dia desde as 8 da manhã até de noite com os seus carros estacionados e as suas músicas tipo tecno em altos berros. Isto intercalado com palavrões ,pois é só assim que falam uns com os outros. De vez em quando há um silêncio suspeito...nem é preciso grande raciocínio para adivinhar o que aconteceu: chegou a polícia. Evaporam-se quando ela aparece.
Em plena cidade deLisboa, posso sair à rua e ser agredida porque alguém pensou que eu me queixei à autoridade. Estamos mal quando me impedem de exercer um direito - protestar porque estou a ser incomodada - podendo sofrer represálias.consequências
Em plena cidade deLisboa, posso sair à rua e ser agredida porque alguém pensou que eu me queixei à autoridade. Estamos mal quando me impedem de exercer um direito - protestar porque estou a ser incomodada - podendo sofrer represálias.consequências
julho 15, 2004
Lembranças
Já vivo há muitos anos numa cidade diferente daquela em que decorreu a minha infância e adolescência. Volto lá pelo menos duas vezes por ano para ver a família nas épocas tradicionalmente designadas para o efeito Poderia ir mais vezes e tenho pena de não o fazer. O tempo vai passando e não se faz o que se gosta e o que se quer.Um dos desejos que vou adiando é passear por essa cidade só, percorrer o caminho que fazia quando ia para a escola primária, as ruas que conheço mas de que quase esqueci os nomes(porque como não falo delas vou esquecendo), constato agora que não me lembro do nome de nenhuma dessas ruas, eram 5 até chegar ao jardim da Corredora que tinha que atravessar. Mas não me esqueci dos cheiros, dos perfumes, reconheço-os em cada primavera em certos locais de Lisboa.
Além do percurso pelas ruas gostava de voltar ao meu liceu que é agora uma escola superior de educação. Deve estar muito diferente mas queria ver as salas, o pátio e, principakmente, a Biblioteca: era o meu local preferido, fascinavam-me aquelas centenas de livros com o seu cheiro próprio a papel amerelecido misturado com a cera do chão,um cheiro a mistério. Devo estar a ficar velha...
Além do percurso pelas ruas gostava de voltar ao meu liceu que é agora uma escola superior de educação. Deve estar muito diferente mas queria ver as salas, o pátio e, principakmente, a Biblioteca: era o meu local preferido, fascinavam-me aquelas centenas de livros com o seu cheiro próprio a papel amerelecido misturado com a cera do chão,um cheiro a mistério. Devo estar a ficar velha...
julho 11, 2004
A ver vamos
O nosso presidente tomou, então ,a decisão que tanta letra está a fazer correr. Não sou analista política nem tenho pretensões a tal: vou ouvindo e lendo e às vezes não sei que conclusões tirar porque sou uma pobre mortal afastada de lides partidárias já há muito tempo. De algumas coisas gosto de outras não. Não gostei da entrevista da Ana Gomes na TV, esta mulher devia estar calada quando fala em cima dos acontecimentos a quente. Gostei da crónica do VPValente no DN de 10 de Julho "Um par" referindo-se a Santana e a PPortas e concluindo ..."O populismo não suporta dois "chefes". E o "chefe" é ele.".
Quanto ao Féfé se calhar fez o que devia fazer: demitiu-se dos cargos.
O mais lógico para mim é pensar que este novo governo não se aguenta muito tempo e teremos eleições antecipadas, mas por vezes, o diabo tece-as...
Há a garantia de que vai ser cumprido o programa do governo anterior. Será que isso interessa ao povo português, a maioria assim o decidiu, mas está-se a ver que não nos serve: cada vez somos o pior em tudo só o futebol "quase" nos salvou.
Quanto ao Féfé se calhar fez o que devia fazer: demitiu-se dos cargos.
O mais lógico para mim é pensar que este novo governo não se aguenta muito tempo e teremos eleições antecipadas, mas por vezes, o diabo tece-as...
Há a garantia de que vai ser cumprido o programa do governo anterior. Será que isso interessa ao povo português, a maioria assim o decidiu, mas está-se a ver que não nos serve: cada vez somos o pior em tudo só o futebol "quase" nos salvou.
julho 01, 2004
Àrvores do Alentejo
Horas mortas faz-me lembrar Florbela Espanca. Nos meus tempos de adolescente sofredora, incompreendida e de paixões não correspondidas, alguns poemas de Florbela, que ainda por cima, era alentejana, eram um alimento para a minha tristeza.
Recordo aqui esse poema:
Horas mortas...curvada aos pés do Monte
A Planície é um brasido...e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas
Gritam a Deus a bênção de uma fonte!
E quando, manhã alta, o sol posponte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!
Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!
Almas! Não choreis! Olhai e vede:
-Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água!
Recordo aqui esse poema:
Horas mortas...curvada aos pés do Monte
A Planície é um brasido...e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas
Gritam a Deus a bênção de uma fonte!
E quando, manhã alta, o sol posponte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!
Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!
Almas! Não choreis! Olhai e vede:
-Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água!
junho 27, 2004
O nosso fado
`´E verdade parece que o tema do Verão ,aqui em Portugal, é mesmo o futebol. É bom. De repente esquecemos todos os problemas que nos afligiam: a crise económica, a falta de imaginação da política, o caso dos pedófilos, a corrupção. E até alegrias, só para alguns, foram esquecidas: a vitória do PS para as europeias. Adiamos tudo para Setembro. Entretanto o nosso 1º ministro trai-nos e troca-nos pelo seu futuro melhor. Claro que como boa portuguesa já estou de pé atras: será que é por ele ser bom ou é porque lhes convém ,porque o acham fraco e manobrável.
Somos assim desconfiados em relação ao que é bom? Será que é bom estarmos na presidência da Europa'
Acho que sim mas à custa de quê?
Por outro uma mudança aqui e agora para o Santana será o que nos faz falta? Pelo menos animação e debate somos capazes de ter...
Somos assim desconfiados em relação ao que é bom? Será que é bom estarmos na presidência da Europa'
Acho que sim mas à custa de quê?
Por outro uma mudança aqui e agora para o Santana será o que nos faz falta? Pelo menos animação e debate somos capazes de ter...
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