maio 08, 2005

Educação

Admito que devia ler e estudar mais, é importante para ser boa professora.Tenho-me dedicado mais à Matemática em termos cientifícos e pedagógicos mas tenho descurado outros aspectos. Por exemplo o que se anda a fazer - acredito que alguma coisa se esteja a fazer - ao nível da investigação em educação para mim é totalmente desconhecido. Se há estudos em curso de iniciativas dos vários governos que temos tido, ou se o que há se passa em teses de mestrados e doutoramentos. Nada é visível. Claro que o problema é meu porque não tenho procurado informar-me nos sítios certos. Quais? As Universidades - psicologia, ciências da educação... As Escolas Superiores de Educação? Mas não deveria haver um serviço de divulgação do que se vai fazendo que chegasse aos professores que estão nas escolas?Para que serve a investigação se não é partilhada e comunicada? Acho que somos pouco acompanhados, os centros de formação que existem não servem, o sistema de créditos actual é ridículo, a formação oferecida sem interesse.Esta conversa toda é porque sempre que começo a pensar na escola, no ensino e no que vai mal,tomo consciência da minha profunda ignorância.

maio 05, 2005

Dia da espiga

Hoje de manhã quando ia no eléctrico passei por algumas mercearias. Tinham ramos de espiga,malmequeres amarelos e brancos e papoilas. Lembrei-me das quintas-feiras passadas, quando era criança e ia com o meu pai ao campo, à serra apanhar a espiga. A seguir em pleno Maio,vinham as Maias, e eu e as minhas amigas enfeitávamo-nos de malmequeres amarelos na cabeça e ao pescoço (ficávamos lindas!) e lá íamos pelas ruas cantando: Ó maia ,ó maia,ó maia das cachopas,venham ver a Maia...Será que ainda brincam à Maia hoje?
Agora a cidade foi ao campo ou a cidade recorda as suas origens.

maio 02, 2005

Referendo

Afinal já não vamos ter referendo ao aborto, este ano. E espero que não haja mesmo. A que propósito um referendo sobre uma questão de consciência? Está mais que provado que quem o quer fazer, fá-lo sempre. Só tem que desejar é que seja feito em condições e assistido.
A lei existe, e já existia e não era cumprida, não percebo se o resultado do referendo fosse "não" em que situação ficávamos.

abril 25, 2005

Não tem título

Acabei de fazer a declaração do IRS. Foi uma trabalheira,claro que as coisas chatas ficam para mim. Juntar aqueles papéis todos, separá-los por categorias, somá-los e depois aventurar-me no mundo das declarações electrónicas, é duro. Mas ainda não enviei, estou à espera que surjam mais recibos perdidos sabe-se lá onde...
Também li um livro,uma história policial com mensagem ecológica, escrita por um chileno,Os filhos de Simenon ( é um gato com quem vive e conversa o detective).Lê-se.
Que mais fiz eu além de uma carne assada que ficou dura mas desfazendo-se ao contrário do corte? Meditei. E descobri que tenho que estudar física para perceber muita coisa.
Ah,também embirrei com os elementos do agregado familiar.

abril 23, 2005


Ainda falta um Posted by Hello

Sábado

O fim de semana não está nada bom para quem esperava apanhar sol, não era o meu caso. É mau para esses mas é bom para o país, os nossos campos agradecem.Também está bom para ir ao cinema e à festa da música. Não,eu não vou a lado nenhum. Sou muito caseira, estou muito doméstica. Vou ler e talvez ver um filme policial se a TV fizer a graça de tranmitir algum de que eu não conheça o fim. Estou naquela fase da vida em que as mulheres costumam ficar deprimidas: os filhos saem de casa, já não têm idade para os levarmos ao jardim - o que era uma seca às vezes - ou aos museus. Fica-se com o marido mas não apetece estar com ele... enfim, estamos entregues a nós próprias finalmente, mas ainda não sabemos o que fazer com esse tempo.

abril 20, 2005

Leituras

Estou a ouvir pela segunda vez uma entrevista com o Frederico Lourenço, penso que é na Antena2. Quando a ouvi a primeira vez,ia no carro e não sabia quem ele era, além do que ele próprio afirma aí: é professor universitário,é tradutor de grego, de Homero e diz que é homossexual. Mais tarde li o seu livro "Amar não acaba". As minhas raízes de proletária levam-me sempre a ter uma atitude,digamos, preconceituosa, em relação aos elementos das classes altas e burguesas. Talvez seja injusta, mas custa-me vencer esta tendência para "denegrir", deitar a baixo , criticar quem acho que teve tudo. Portanto ainda não sei se gosto dele.Mas não gosto de o ouvir falar, tem um tique no fim das frases, respira ou aspira ruidosamente.Queria sentir-se inteiro, diz ele no livro e agora, afirma, já se sente mais do que quando escreveu o livro. O livro é interessante, autobiográfico, o que me levou a lê-lo foi a afirmação da sua homossexualidade.Curiosidade.

abril 15, 2005

Mais uma semana

Afinal as duas árvores que julgava mortas, estão vivas. Uma já tem folhas há duas semanas e a outra começou a ter hoje, no alto. Estava enganada. Acontece às vezes, reconheço.Aí vem mais um desanimador fim-de-semana em que ficarei envolvida em tachos, roupas e papéis, tendo umas horas de descanso, de manhã, enquanto os outros dormem. Também durmo, mas o meu ritmo é diferente: sou da velha guarda "do deitar cedo e cedo erguer". Também se não fosse assim, o caos instalava-se.
Tenho sempre projectos para o fim-de-semana: ler um livro ou artigo adiado, arrumar os meus papéis, preparar aulas de maneira diferente. Umas faço, outras não.
Vamos ver se cumpro o essencial, para me sentir melhor durante a semana:objectivos modestos.

abril 09, 2005

Mortes

Nas últimas semanas só se falou em mortes. Primeiro foi o caso da americana Terri Schiavo- uma maneira cruel de morrer que teria sido suavizada se assumissem a eutanásia. A seguir veio o Papa. E aqui falam na sua maneira política de morrer, mostrando o sofrimento e a frágil condição humana. Chovem revistas, jornais, programas televisivos sobre a vida e os feitos do Papa. Quanto a mim, tirando a condenação do comunismo e, talvez a condenação- tenho dúvidas- da intervenção americana no Iraque, pouco vi que me tenha agradado. A recordação do papa, para mim, profunda ateia, virá sempre ligada ao ultra conservadorismo da Igreja em relação às mulheres e à sexualidade.
Para fechar a semana ainda tivemos a morte do Rainier,figura envolta por um certo romantismo e conto de fadas. Agora do Papa falar-se-á até existir sucessor.
Hoje fala-se do casamento do príncipe Carlos com a sua Camila, ao fim de trinta anos de espera.E já estamos em directo de Windsor. É triste ser uma figura pública, tenho "pena" deles.

março 30, 2005

Ficção

A realidade parece ser bastante diferente da ficção, pelo menos aqui e no universo da investigação policial. Sempre gostei de ler livros policiais, não propriamente por gosto mórbido, mas porque me diverte seguir as pistas para descobrir o criminoso.E, claro, também gosto de filmes e de algumas séries. O que vejo ultimamente é o extraordinário desenvolvimento da ciência ao serviço do investigador. Já não se chega só por dedução lógica ao criminoso, às vezes basta, ou é preciso, fazer uns bons exames laboratoriais aos elementos encontrados no local do crime ou à vítima para se chegar à solução. Até que ponto estes métodos são correntemente usados? Fazem só parte da imaginação do guionista ou do escritor? Parece-me que não. Então será que, entre nós, em Portugal, são ficção? Estas questões vêm a propósito da Joana desaparecida há meses e de outras crianças que se pensa terem sido raptadas por redes de pedófilos. Como é possível não se saber nada passados tantos meses? Se não temos meios técnicos e científicos porque não pedir a quem os tem?A polícia tem andado às aranhas e o mais provável é que tenha descurado hipóteses para as quais agora já é tarde encontrar provas..