novembro 21, 2008

Aparentemente algo parece ter mudado na nova posição da ministra. Acossada por todos os lados tinha que dizer alguma coisa que serenasse os espíritos de gregos e troianos.
  • Quanto à questão do reflexo do insucesso dos alunos na avaliação dos professores: ao retirar esse aspecto e a sua quantificação bem como a do abandono escolar, irá contentar muita gente. ( Mas será que não há também um contributo dos professores para essa situação?)
  • Quanto à questão da avaliação de um professor por outro da mesma área: é interessante mas não sei se é possível em todas as escolas. (Por exemplo na minha , só é possível nos departamentos de Línguas e Humanidades.)
  • Quanto à sobrecarga de trabalho diminuir, penso que só para os avaliadores:não me pronuncio porque não tenho dados.
  • Quanto à observação de aulas diminuir de 3 para 2: na prática a alteração não será significativa pois a sua manutenção é condição para quem queira ter Muito Bom e Excelente visto influenciar a progressão na carreira e a posição em futuros concursos.
  • Quanto à diminuição de horário dos avaliadores: não está clarificado o modo como será feita nesta altura do ano.
  • Em resumo pouco se alterou.
  • Resta agora ver em que se traduz a tal simplificação da burocracia excessiva, para a qual não tenho dados, nem da anterior nem da prometida.

Quanto a mim a questão fundamental não está só nos pontos referidos: o problema começa com a distinção entre Titulares e Professores e a insatisfação que esse processo provocou em termos de injustiças, a fixação de quotas para aceder às classificações superiores fixadas externamente e o conflito entre avaliadores e avaliados concorrentes às mesmas quotas.

Parece-me assim que as "novas" da ministra são poeira para os olhos de alguns que poderão não a querer afastar.

novembro 16, 2008




Um aspecto deprimente do caminhar para a terceira idade é ir vendo que pessoas mais ou menos íntimas, ou que apenas eram uma referência da nossa vida, vão morrendo.


Agora foi a vez do João Martins Pereira: os seus textos estiveram ligados ao que fui ou sou.

Há muito tempo que não ouvia falar dele,será um desconhecido para muita gente mas é indesculpável que se diga o que um comentador da notícia do Público disse:

"Nunca tinha ouvido falar deste homem! Nem entendo como se faz uma notícia sobre alguém totalmente desconhecido!"


Tirei esta referência do blogue a terceira noite que mostra um pensamento do João Martins Pereira:


Junho de 1980, artigo «Resistir ou Re-existir» na Gazeta do Mês número 2: «A condição feminina é-me exterior, como o é, num outro plano, a condição operária, a mim, intelectual de extracção burguesa. Libertar-me do complexo de “não ser operário” não é distanciar-me do problema da exploração. É justamente escolher colocar-me, em relação a ele, na única posição que, de boa-fé, me é possível assumir: a da apreensão intelectual, a da “teoria”, a de uma prática solidária, que não a de uma prática vivida (impossível) ou a de uma prática imitada (falsa). Levantemos de uma vez certas ambiguidades persistentes: não posso fazer minha a luta pela emancipação feminina, como não posso fazer minha a luta proletária. Estou com elas. E ao estar com elas, isso determina-me nas lutas que me pertence, a mim, travar.»


novembro 14, 2008

O Alberto João Jardim já descobriu em que modelo se inspirou o ME para fazer o actual sistema de avaliação de professores - no do Chile. E por o considerar impregnado de espírito marxista recusou-o.
AJJ rejeita, assim, que os professores se classifiquem uns aos outros e prefere classificá-los ele, a todos de Bom. “Quero todos os professores respeitados e tratados com dignidade. Não quero que se ande a perder tempo com aulas paradas, com reuniões atrás de reuniões, com conversa fiada e com as escolas paralisadas”.
Anteriormente todos os professores tinham Satisfaz, quer fossem bons ou não. Agora não duvido que passemos a ter todos Bom, à semelhança da Madeira, só que mesmo para isso vamos ter que penar um pouco mais do que os madeirenses. Mas chegar a Muito Bom ou Excelente é outra conversa.

novembro 09, 2008


... de um blog do Expresso.
Ignorava que os Sindicatos dos Professores tinham tanto poder de mobilização, mas a Ministra esclareceu-me. Mais uma vez fiquei a saber que, para ela, os professores são umas complicativas e autoflageladas criaturas incapazes de ter uma opinião própria e facilmente instrumentalizáveis e que, acima de tudo, não querem ser avaliadas.

novembro 05, 2008

Mais um dia 4 histórico.

O mais difícil será a partir de agora.

novembro 02, 2008


Sempre achei curiosa a distinção entre estes dois dias: dia 1 de Novembro - dia de todos os Santos e dia 2 de Novembro - dia de finados... não fosse haver alguma confusão da nossa parte.

novembro 01, 2008

E se tivermos 78 anos?







Agora temos um primeiro ministro "caixeiro viajante"...

O Magalhães:

"Uma espécie de Tintim: para ser usado desde os sete aos 77 anos"... diz Sócrates.

outubro 26, 2008

Quando oiço a Odete Santos, como há dias num debate qualquer na SIC a defender as maravilhas de Cuba e leio o quotidiano dos cubanos narrado por Generación Y concluo que só podem estar a falar de dois países diferentes.( Claro que não tenho dúvidas sobre qual é o real e o imaginado).

outubro 22, 2008















Aqui por casa já se colecciona muita coisa, mas tenho pena de não ter também esta colecção.

São 241 caricas da artista plástica americana Maura, aqui