dezembro 03, 2005
Ideias
Uma amiga dizia-me há dias que eu estou a virar para a direita. Isto a propósito de não fazer coro contra a ministra da educação e as suas medidas autoritárias. Em relação ao autoritarismo ou autismo com que as medidas foram aplicadas até não estou em desacordo mas, em relação às medidas propriamente ditas estou.Claro que as escolas não têm condições para serem os tais locais educativos a tempo inteiro, mas talvez seja a altura de se fazer algo mais do que lamuriar e começar a trabalhar para que o sejam. Os sindicatos só sabem falar nos direitos adquiridos, pouco têm falado em condições de trabalho. Só sabem falar em comissões eleitas democraticamente e em autonomia - o que querem dizer com isso? Será que por as direcções serem eleitas "democraticamente"(?) garantem uma boa gestão?. A minha experiência e, já é alguma, diz-me que não. É um pouco estranho um processo eleitoral em que os que estão no poder vão controlar.
dezembro 01, 2005
Lembro-me
Acho que posso dizer que a minha educação sentimental e as minhas primeiras ideias feministas surgiram na pré adolescência com a leitura de Camilo. Talvez seja estranho. Levava as férias do Verão - aquilo é que eram férias grandes - a devorar o que havia em casa e na biblioteca pública. Penso que li quase tudo. Aquela mulher apaixonada, mas sem vida própria, dependente do pai ou do marido, incapaz de lutar contra o seu destino determinista foram as minhas primeiras referências. Também sofri de um estranho fascínio pela Ana Karenina, obra proibida, lida em inglês às escondidas.Nessas longínquas férias lia também livros sobre a 2ª. guerra e de história, tipo vida quotidiana no tempo dos romanos. Fazia palavras cruzadas e resolvia exercícios de matemática. Sonhava acordava com o que faria "quando fosse grande" e nada me estava vedado. Mas era tudo muito nublado muito inocente, pois não tinha referenciais vividos para imaginar de outro modo. Pensava em fugir de casa mas sabia que nunca o faria; "sempre que leio nos jornais de casa de seus pais desapareceu embora sejam outros os sinais julgo sempre que sou eu"( Carlos Queirós). Imaginava-me a conhecer um rapaz extrordinário, mas essa relação era quase platónica.
E olhava para a minha mãe e via o futuro que não queria ter. Não tive.
E olhava para a minha mãe e via o futuro que não queria ter. Não tive.
novembro 26, 2005
Problema deles
Pensando bem não tenho nada que ficar surpreendida ou chocada com as atitudes da ICAR. Ela é mesmo assim e tem que defender aquilo em que aposta. Esta guerra não é minha é dos católicos se a quiserem assumir, se se sentem bem assim o que podem os outros fazer? Vou portanto deixar de me preocupar com este problema.
novembro 23, 2005
Cada vez pior...
Um padre é um homem sexuado mas impedido de praticar a sua sexualidade. Se o fizer está em pecado. Como é que o papa pode agora querer saber a orientação sexual dos futuros padres? É aberrante!
novembro 20, 2005
Despachos
Estou aqui à volta com o despacho normativo nº.50. Com uma leitura rápida lembra-me outros tempos de um despacho semelhante, de má memória. Será que lhe vai acontecer o mesmo? É caso para me sentir feliz porque espero não ter alunos que sejam abrangidos por esta medida. Mas vou estudá-lo melhor.
novembro 16, 2005
Frida
novembro 09, 2005
Sabemos que
Afinal a expectativa e a frustração eram comuns - soubemos agora. E continua a persistir em cada eccontro! O que é que nós não dizemos ou não fazemos? E porquê? Aqui está uma matéria para investigar.
novembro 02, 2005
Silêncios
Ao fazer arrumações encontrei as tuas cartas de há vinte anos quando já éramos um caso arrumado e estávamos ambos afastados de Lisboa. Lembrei a emoção com que as abria. Estive a lê-las. Foi curioso porque tive a mesma sensação que tinha na altura. Um intenso desejo e expectativa antes de as ler e uma grande frustração depois. Era uma espécie de jogo das palavras não ditas. Será que uma paixão podia resistir assim ...
novembro 01, 2005
Medidas
O Carmona Rodrigues podia seguir os exemplos da sua colega de Barcelona e começar a aplicar multa a quem tem atitudes pouco cívicas: cuspir para o chão, deitar papéis para o chão, deixar os dejectos do cão à mercê de um passeante distraído, já agora gritar e dizer palavrões na rua e nos transportes públicos... Seria talvez um problema a fiscalização destas faltas, mas nada que um presidente de mangas arregaçadas não consiga. Entretanto podia começar por mandar lavar as ruas... bom já não é preciso tem estado a chover.O que poderá então ele fazer?
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