agosto 23, 2005

Home

Já estou em casa. Sobrevivi a quinze dias com a parte ascendente da família e estou quase pronta para aguentar a restante. Vai ser duro. Apanhei sol e não fiz mais nada, ah , resolvi uns puzzles Su Doku - fui atacada mas estou quase curada.
Quando regressei à base parecia que tinha sido invadida por extraterrestres além de algumas formigas. Há homens muito desorganizados - também há mulheres, claro.Apeteceu-me logo não ter voltado.
Não sou do tipo férias - aventureiras sou um pouco preguiçosa e não tenho dinheiro. Mas há uma contradição - entre muitas - em mim. Porque efectivamente desejo partir, gostaria de ir, sem ou com destino marcado...mas a situação de partida causa-me angústia e só estou bem quando volto a estar acomodada, ou seja já não há mistério, já não há aventura.

agosto 01, 2005

Férias

Bom vou de férias uns dias e durante esse tempo não vou blogar.
Vou com esta máxima de Hugo von Hofmannsthal:
"O problema da vida familiar reside no facto de pessoas de carácter diferente e diferentes idades terem de,através de uma forma de vida de que todas partilham, fazer com que de algum modo todas vejam satisfeitas as suas pretensões."(Livro dos Amigos)

julho 26, 2005

Números

Para não me esquecer e não cometer numa aula os mesmos erros que o ministro da economia cometeu num colóquio esta semana:

Segundo uma convenção internacional de 1948, as ordens de grandeza, de mil em mil,são as seguintes
1000 = 10 ao cubo - milhar
1000 000 = 10 à sexta - milhão
= 10 à nona - milhar de milhão
= 10 à doze - bilião
= 10 à quinze- milhar de milhão
= 10 à dezoito-trilião
a partir daqui são em múltiplos de trilião. Para os americanos não é assim: o bilião é 10 elevado a nove (o nosso milhar de milhão) e o trilião é 10 à doze.

Em verdade...

Uma pessoa começa a ler um texto de um economista para ver o que é que há-de pensar- que ainda não saiba- da crise, das intenções de investimento do governo,se o novo ministro das finanças nos vai ingloriamente esfolar , mas esqueçam daí não vão saber nada quando se trata do abominável das Neves. Desta vez até escreveu um texto inócuo sobre a Bíblia e as suas transposições para o cinema, lugares comuns como sempre. Já me estava a surpreender que os seus temas preferidos andassem arredados quando deparei com estas máximas a propósito da missão urgente de Jesus na terra, proclama que "Está em causa a nossa existência, que se escoa todos os dias sem sentido. Impõe-se premente a necessidade de dar um destino ao tempo que passa e ao eu que passa no tempo".
Tudo bem ele é daqueles infelizes que pecisam de uma muleta, o sentido, para viver mas eu e muitos outros não temos essa necessidade.Não nos martirize.

julho 24, 2005

O segundo gato

O Iaúca é um gato cheio de surpresas. Como dizia um senhor, num certo verão, é um gato amorável. Não bebe água no prato. Só bebe à torneira do lavatório.Põe-se em cima da sanita até que abrimos a torneira. Salta para o lavatório e deixa correr a água pela pata bebendo daí. Às vezes também utiliza o ralo da banheira para fazer as necessidades líquidas. É muito curioso: qualquer mudança em casa, ele aí está a bisbilhotar. Dorme muito como todos os gatos mas faz muita sala. Neste momento dorme, como os seus amigos, cada um no seu lugar escolhido, conforme as horas do dia. De manhã passeia pela casa e vai à janela ver como vão os pombos. De tarde vê televisão e deambula por aí e dorme na minha cama. À noite dorme com o João, o meu filho mais novo.Também gosta de brincar com bolinhas macias e bolas de papel e tem a sua hora de loucura e correria com os outros gatos.É um gato talvez feliz só não faz sexo, mas como nunca se queixou e toda a gente agradece...

Iauca Posted by Picasa

julho 21, 2005

Um paraíso

Existe algures no Atlântico, na Ilha de Santa Maria,mas já não é tão paraíso como era há alguns anos. Deixou o domínio "privado" e passou a ser frequentado ,já não só por emigrantes americanos, mas por diversos europeus e até por barulhentos continentais. Acho mal por razões egoístas.Deixei quase de ter a praia só para mim. Ainda é minha só de manhã cedo, chego a ser a única pessoa. A areia é escura e macia, a água azul,transparente e à temperatura ambiente,uns vinte e tal graus. O dia termina cedo e fresco,não há sol depois das cinco, esconde-se por de trás das vinhas.

um pequeno paraiso Posted by Picasa

julho 19, 2005

Notáveis

Para quem ainda pudesse ter dúvidas sobre a posição da santa madre igreja,ou do douto sr. padre Feytor Pinto, ele já esclareceu, que o preservativo só se usa em caso limite, quando estiver em causa "o não matar", no caso de um parceiro estar infectado com sida. E continua: "Onde é que a Igreja é contra o preservativo? É no planeamento familiar. Não é uma proibição, a Igreja sugere, não tem o direito de proibir nada a ninguém. E uma relação protegida é mais pobre do que uma relação plena." Será que ainda defendem o famoso método das temperaturas? Ou é o coito interrompido? Sim, porque a pílula ainda menos.. O que é mesmo bom é não haver protecção. Ai o prazer...Como é que Jorge Sampaio pode achar este homem uma "figura notável"?

julho 15, 2005

Arrumações

Há vários dias que ando a ganhar coragem para uma tarefa necessária mas detestável:arrumações. Não pertenço àquele número de felizardos que têm uma casa com tantas divisões que só vêem a família quando lhes apetece, portanto estou sempre a tropeçar em humanos, em gatos e...em papéis.E quando tenho que fazer estas coisas inúteis e desgastantes, só me lembro do príncipio de um poema de Sá-Carneiro, (Quase)que, diga-se, não tem nada a ver com arrumações directamente
Um pouco mais de sol - eu era brasa.
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...


É bonito.Também é triste. Consola.

Mas então hoje foi. Comecei. Já foram para a reciclagem dois sacos cheios de recortes de jornais que perderam a actualidade - continuo com esta serôdia mania de guardar opiniões e factos na era da net. Sou de outros tempos. Mas não resisto ao som de uma tesoura no Público e no DN,ou em revistas, ao ritual de guardar o pedaço de papel numa capa à espera de ser eventualmente utilizado. É perder tempo porque não irei fazer nada até olhar para ele para o deitar fora e às vezes perguntar o que é que eu queria fazer com aquilo.