maio 26, 2022

Sylvia Plath

 



Comecei a ler. Tem quase todos os diários e apontamentos descritos depois de 1950 tirando um que está "desaparecido" e o que Ted Hughes destruíu com entradas até 3 dias antes do suicídio.

As mulheres com histórias trágicas atraem-me. 

Um companheiro

 


março 14, 2022

Lapas


 Quando era mais nova gostava de apanhar lapas quando estava na praia. Era curiosa a maneira como se agarravam à vida. Confundindo-se com a rocha e oferecendo forte resistência a dela serem tiradas. Também gostava de ver o seu movimento quando vinha a onda que as cobria. Parecendo que não, elas deslocavam-se.

Passados esses momentos de divagação sobre as manhas da natureza, lá apanhava um pequeno balde que só dava para um apreciado arroz feito com a mestria da tia Zaza. 

março 06, 2022

março 05, 2022

Portel

 Há mais de 30 anos que não ia à minha terra. Entendendo como tal o sítio onde nasci e onde passava as férias de verão na infância.

Foi bom reconhecer  os locais que tinha guardado como que numa gaveta da minha cabeça.

A casa onde moravam os meus avós, agora transformada numa instituição de servicos públicos, talvez a câmara. De lá procurar o caminho para o castelo que eu segui mecanicamente, como se todos os dias o fizesse.

 E a rua da minha tia, a janela manuelina próxima . O largo onde paravam as camionetas. O café da esquina embora transformado, de acordo com os gostos dos tempos.

Descer a rua a seguir ao largo até virar à esquerda à casa de outra tia. Esta não encontrei, talvez perdida na nebulosidade das memórias. O jardim no rossio irreconhecível, perto de outra casa de tios.. Tudo lá estava como num saco de recordações.

Não consegui encontrar a casa onde nasci. Julgo que desaparecida numa rede de estradas a bem da comunicação e da comunidade. Mas era bem bonita.  



Escrita


Há dias frequentei ,on line,  um curso de dita "escrita criativa". Neste exercício teria que escrever uma curta narrativa em que entrassem as palavra escadaria,corrimão e relógio.

Este  foi o resultado inspirado na foto. 

 A rua que, até tinha nome, era uma larga e comprida escadaria cortada ao meio por um corrimão fazendo a ligação entre duas ruas paralelas. As crianças sentavam-se, com uma perna para cada lado do corrimão e deslizavam para uma viagem perdidas numa orgia de liberdade. No fim faziam o caminho inverso, a pé e recomeçavam. Ao vê-las, confesso, apetecia-me fazer o mesmo. Acompanhá-las, atropelá-las até chegar primeiro que elas. Mas ficava parada, absorvendo aquele momento, sem tempo até que a realidadedo meu relógio me alertava para o muito ainda por fazer antes de o dia acabar.






fevereiro 23, 2022

Portalegre


 A última vez que estive aqui este sítio A Fonte dos Amores já nada tinha de semelhante com esta foto. Talvez apenas as rochas ao fundo... 

fevereiro 22, 2022

Número especial

Hoje 22 02 2022 é a última capicua do século. Dia de reflexão para os pitagoricos. 

fevereiro 19, 2022

Fonte Seca

 Estive uma semana no campo não em retiro literário como parece ser moda mas entregue ao que me deu na cabeça e ao que foi aparecendo além do convívio com dois amorosos cães, uma a gata e uma amiga. 

Isto é uma ameixoeira em flor do terreno. 


Tempo


Há 50 anos cheguei aqui pela primeira vez.