março 09, 2011



Não há como a ficção cientifíca para esquecer preocupações elementares e ir para outro "universo" de preocupações.
Acabei agora de ler o Solaris de Stanislaw Lem. Já vi o filme há muito tempo. Vi agora que já há duas versões uma de 72 (russa) e uma de 2002 (americana). Só me lembrava de um pormenor -crucial aliás - do filme, a sola dos pés das aparições. No livro, como acontece muita vez, a sequência lógica e cronológica não é a mesma. Solaris é um planeta coberto por um estranho oceano. Durante décadas os cientistas elaboraram teorias sobre ele, se teria alguma forma de vida, se seria possível o contacto. A história conta a ida de um investigador para a estação em Solaris onde já estão três cientistas.E é uma parábola -como muitos livros do género -sobre a ciência e os seus propósitos, sobre o conhecimento ou desconhecimento que temos de nós próprios. O herói posto em contacto com a nova e estranha realidade vai aprender algo sobre si próprio as suas limitações, vai reflectir sobre a visão antropocêntrica da ciência e as suas impossibilidades de interpretação de todo o universo.O oceano capta do cérebro humano um trauma,uma culpa, escondida e, faz uma réplica quase perfeita dessa imagem. Para o herói é a sua mulher que se suicidou há anos e face ao seu "regresso" vai passar por várias fases de rejeição, destruição, aceitação do impossível. Chega à conclusão de que  haveria  como que um deus imperfeito cujas ambições excedem os seus poderes, um deus que"não serve nenhum propósito...um deus que se limita a ser".

DIA DA MULHER foi ontem



 Para aqueles que ainda perguntam porque é que há um dia da mulher

fevereiro 28, 2011

Estou de acordo com o Rui Ramos.

fevereiro 25, 2011


Passei vezes sem conta nesta rua e não me lembro do seu nome... em Portalegre alta cidade do Alto Alentejo.
Se fosse escritora gostaria de escrever como Cormac McCarthy. É uma escrita clara, sem adjectivos, de frases curtas.
Acabei agora de ler "Este país não é para velhos".  Espantei-me com o facto do autor ter nascido em 1933, imaginava-o jovem, não sei  bem porquê. O livro conta uma história brutal de perseguições com bandidos, assassinos, inocentes e um polícia que vai filosofando ao longo do livro sobre a vida, a sua e a dos outros, sobre o crime, os jovens e os velhos.
Já tinha lido há tempos  "A Estrada" que também é curioso. Agora vou ler "Suttree"

fevereiro 20, 2011

Há muito tempo que não venho aqui . Não é pela situação deprimente do país, mas não tenho tido tempo nem físico nem mental. Talvez a situação melhor em breve. Nem tenho conseguido visitar os meus sítios preferidos, peço desculpa.

janeiro 24, 2011

Um cientista diz,matematicamente falando, que o dia 24 de Janeiro é o dia mais deprimente do ano. No caso português não duvido, se ainda acrescentarmos a variável "resultado das eleições eleitorais"

janeiro 21, 2011

Chegar a uma eleições e não ter em quem votar, a não ser no candidato que mais possa impedir o Cavaco de ganhar à primeira volta é frustrante.
E além disso, olhar para o recibo de ordenado acabadinho de receber, e ver o corte que levou, sem nada poder fazer, e sem perspectivas de ver luz ao fundo do túnel...ai 2011! 

janeiro 06, 2011

Primos

Encontrei este puzzle interessante: descobrir os números escondidos pelas letras A,B,C
 e D.

janeiro 02, 2011

Feliz Ano

Por momentos podemos esquecer as coisas desagradáveis que temos a certeza vão acontecer e acreditar na "divina providência" ou na nossa arte de adaptação ao inevitável.