novembro 01, 2023

 Depois de uma leitura um pouco chata por ser em italiano e também porque o tema não me interessava muito - foi como que um trabalho escolar que um amigo me impôs,virei-me para Balzac.

Comecei pela prima Bette,onde quase toda a maldade será castigada.

Agora estou em Pierrette.

 A aversão de Balzac às solteironas mantém-se.

julho 05, 2023

A única


 Das histórias infantis que recordo, uma impressionava-me especialmente. A da princesa e a ervilha. Primeiro pela estranhesa depois pelo absurdo. Eu não era como a princesa, ninguém seria como a princesa. Só ela seria igual a si própria, a solidão. 

julho 02, 2023

 E rapidamente chegámos a meio ano. Com a guerra em continuidade, com a inflação menos galopante com as taxas de juro ainda a crescer. Acompanhando isto tudo altas temperaturas num Verão que ainda agora começou. 

maio 08, 2023

Terceira idade

 Daqui a uma década, se estiver viva, terei a idade do sr. Groen.

 Terei por ventura, problemas iguais ou parecidos com os dele. Possivelmente também estarei numa instituição, lar ou casa de repouso, não com a mesma qualidade da que ele descreve. 

Mas certamente sofrerei o mesmo tipo de isolamento, de falta de pertença social que ele refere. Somos velhos mas não mortos. 



fevereiro 20, 2023

 Quando vim para Lisboa estudar, nos idos finais de 60, foi aqui que i que aterrei durante mais de dois anos.

Se fui feliz? Foi um tempo angustiante de descobertas e sensações. Houve momentos muito bons, inesquecíveis. Era na rua do Possolo. Agora em obras parece restar apenas a fachada. 


fevereiro 19, 2023

Livros

 Arrumadas que estão as leituras anteriores estou agora noutra. Esta


fevereiro 05, 2023

 Lida A Falência. 

Finais do sec XIX no Rio de Janeiro numa sociedade esclavagista alimentando o com rcio de café. Os nobres e os novos ricos alguns dos quais emigrantes portugueses enriquecidos pelo trabalho. Pelo meio a hipocrisia das relações sociais e afectivas.

Começo agora O Acontecimento de Anne Ernaux. 

Um outro mundo mas talvez com algumas semelhanças. 



janeiro 26, 2023


 É assim. No cemitério dos Prazeres encontram-se destas coisas. 

janeiro 20, 2023

Livros

 O meu novo livro chegou. Estou mesmo decidida a pôr-me a par do que se está a passar sobre gender e feminismo actualmente. 


janeiro 15, 2023

Livros

 Muita gente condena as redes sociais pela sua influência dita perniciosa e maus efeitos em algumas almas de raciocínio menos autónomo.

Eu, pelo contrário, não tenho nada contra. Descubro informação interessante. Por exemplo, foi no mastodom que descobri esta escritora brasileira e este seu livro que irei começar. 






janeiro 09, 2023

Livros


 Altura de mudar de assunto. 

janeiro 02, 2023


 É mesmo uma empreitada. A primeira já está, a do Richard Zenith. Falta a outra mas não sei quando começa.

Acho que por agora chega de Pessoa. 

dezembro 27, 2022

Filmes (1)


 Não sei responder à pergunta"qual o filme da sua vida?"

Há muitos a que volto de vez em quando.

 Um deles é Fargo dos irmãos Coen, filme cheio de prémios. Talvez pelo contraste entre a fragilidade, a força e a solidão dos personagens num ambiente frio de neve muda. O absurdo, o correr mal de toda a história que, por sinal, até foi real e se passou em Dakota do Norte.

 Uma comédia dramática. 





dezembro 26, 2022

Natal

 Para mim o Natal é apenas uma festa da família. Alegre. À medida que o tempo avança não tanto pois há a lembrança de outros natais. 

Talvez para as crianças ainda mantenha  alguma magia. 

Aqui em casa até há quem ainda acredite no Pai Natal. 

Quando era pequena era o Menino Jesus que foi sendo substituído por símbolos mais neutros, pinheiros e  barbudos das zonas geladas correndo os céus com renas. 




maio 26, 2022

Sylvia Plath

 



Comecei a ler. Tem quase todos os diários e apontamentos descritos depois de 1950 tirando um que está "desaparecido" e o que Ted Hughes destruíu com entradas até 3 dias antes do suicídio.

As mulheres com histórias trágicas atraem-me. 

Um companheiro

 


março 14, 2022

Lapas


 Quando era mais nova gostava de apanhar lapas quando estava na praia. Era curiosa a maneira como se agarravam à vida. Confundindo-se com a rocha e oferecendo forte resistência a dela serem tiradas. Também gostava de ver o seu movimento quando vinha a onda que as cobria. Parecendo que não, elas deslocavam-se.

Passados esses momentos de divagação sobre as manhas da natureza, lá apanhava um pequeno balde que só dava para um apreciado arroz feito com a mestria da tia Zaza. 

março 06, 2022

março 05, 2022

Portel

 Há mais de 30 anos que não ia à minha terra. Entendendo como tal o sítio onde nasci e onde passava as férias de verão na infância.

Foi bom reconhecer  os locais que tinha guardado como que numa gaveta da minha cabeça.

A casa onde moravam os meus avós, agora transformada numa instituição de servicos públicos, talvez a câmara. De lá procurar o caminho para o castelo que eu segui mecanicamente, como se todos os dias o fizesse.

 E a rua da minha tia, a janela manuelina próxima . O largo onde paravam as camionetas. O café da esquina embora transformado, de acordo com os gostos dos tempos.

Descer a rua a seguir ao largo até virar à esquerda à casa de outra tia. Esta não encontrei, talvez perdida na nebulosidade das memórias. O jardim no rossio irreconhecível, perto de outra casa de tios.. Tudo lá estava como num saco de recordações.

Não consegui encontrar a casa onde nasci. Julgo que desaparecida numa rede de estradas a bem da comunicação e da comunidade. Mas era bem bonita.