abril 03, 2014

Poesia


XISTO

> Leituras num banco de jardim | Citação 2

"Para chegares ao que não sabes
Deves seguir por um caminho que é o da ignorância.
Para possuir o que não possuis
Deves seguir pelo caminho da despossessão.
Para chegar ao que não és
Deves seguir pelo caminho onde não estás.
E o que não sabes é a única coisa que sabes
E o que possuis é o que não possuis
E onde estás é onde não estás."

T. S. Elliot (1888-1965), in Quatro Quartetos (excerto de East Coker), 1935/43
(trad. Maria Amélia Neto, ed. Ática, Lisboa, 1963)


> Xisto|Banco de Imagens da Silveira (BIS)
Pessegueiro japonês dos Jardins do Xisto, 
Silveira dos Limões, Março 2014
fotografia digital
©  CRO|XISTO|BIS|JX(RO)

Eléctricos

É bonito e amarelo.
Não querem chamar a coisa pelo nome: divórcio

março 17, 2014

Portugal

O manifesto dos 70,

comentário de Pacheco Pereira às reações.



março 09, 2014

Filmes

Reste à Hiroshima avec moi.



Um dos filmes da minha vida, se tal se pode dizer.

março 02, 2014

Mortes

Ontem morreu Alain Resnais com 91 anos. Quem não se lembra?

Poesia



Álvaro de Campos

Às vezes tenho ideias felizes,

Às vezes tenho ideias, felizes,
Ideias subitamente felizes, em ideias
E nas palavras em que naturalmente se despejam...
Depois de escrever, leio...
Porque escrevi isto?
Onde fui buscar isto?
De onde me veio isto? Isto é melhor do que eu...
Seremos nós neste mundo apenas canetas com tinta
Com que alguém escreve a valer o que nós aqui traçamos?...
18-12-1934
Poesias de Álvaro de Campos. Fernando Pessoa. Lisboa: Ática, 1944 (imp. 1993).
  

Cinema

Agora que estão a chegar os oscares, umas estatísticas...



janeiro 15, 2014

Portugal


No meio da ignorância geral, alguém explica aos jornalistas de plantão que a média das pensões de aposentação da CGA é superior à das pensões de reforma da Segurança Social porque é a CGA que paga as pensões de aposentação dos políticos, diplomatas, generais, juízes, médicos, professores, quadros superiores do Estado, etc., ao contrário da Segurança Social, que paga as pensões de reforma dos taxistas, empregadas domésticas, operários da construção civil, do comércio, da indústria, da agricultura, da restauração, etc.? Os jornalistas de plantão não sabem que a Segurança Social suporta (e muito bem) os reformados do regime não-contributivo, ou seja, as pessoas que, por qualquer razão, nunca efectuaram descontos, e por isso têm direito a uma pensão mínima, vulgarmente chamada “de velhice”...? Os jornalistas de plantão não sabem que a CGA tem de suportar os fundos de pensões dos bancos privados, que em 2004, com vista a equilibrar o défice, começaram a ser transferidos dos cofres dessas entidades para os da CGA? Não perceber isto, ou, percebendo-o, manipular (como faz a maioria dos media) a opinião pública, inquina toda a discussão


por Eduardo Pitta, Da literatura