abril 02, 2014
março 17, 2014
março 09, 2014
março 02, 2014
Poesia
Álvaro de Campos
Às vezes tenho ideias felizes,
Às vezes tenho ideias, felizes,
Ideias subitamente felizes, em ideias
E nas palavras em que naturalmente se despejam...
Depois de escrever, leio...
Porque escrevi isto?
Onde fui buscar isto?
De onde me veio isto? Isto é melhor do que eu...
Seremos nós neste mundo apenas canetas com tinta
Com que alguém escreve a valer o que nós aqui traçamos?...
18-12-1934
Poesias de Álvaro de Campos. Fernando Pessoa. Lisboa: Ática, 1944 (imp. 1993).
janeiro 15, 2014
Portugal
No meio da ignorância geral, alguém explica aos jornalistas de plantão que a média das pensões de aposentação da CGA é superior à das pensões de reforma da Segurança Social porque é a CGA que paga as pensões de aposentação dos políticos, diplomatas, generais, juízes, médicos, professores, quadros superiores do Estado, etc., ao contrário da Segurança Social, que paga as pensões de reforma dos taxistas, empregadas domésticas, operários da construção civil, do comércio, da indústria, da agricultura, da restauração, etc.? Os jornalistas de plantão não sabem que a Segurança Social suporta (e muito bem) os reformados do regime não-contributivo, ou seja, as pessoas que, por qualquer razão, nunca efectuaram descontos, e por isso têm direito a uma pensão mínima, vulgarmente chamada “de velhice”...? Os jornalistas de plantão não sabem que a CGA tem de suportar os fundos de pensões dos bancos privados, que em 2004, com vista a equilibrar o défice, começaram a ser transferidos dos cofres dessas entidades para os da CGA? Não perceber isto, ou, percebendo-o, manipular (como faz a maioria dos media) a opinião pública, inquina toda a discussão
por Eduardo Pitta, Da literatura
setembro 01, 2013
julho 25, 2013
Leituras
Acabei hoje de ler "A cidadela branca" de Orhan Pamuk
É um esritor turco que já recebeu um prémio Nobel, se não me engano, em 2006, e que li pela primeira vez.Gostei.É uma história imaginativa e bem escrita, de amor-ódio entre um escravo e um mestre,em que o escravo ensina ao mestre tudo o que sabe sobre ciência, aprendendo também do mestre, chegando a um ponto em que quase se confundem as duas personalidades, confundindo-se o real com o imaginado, o Eu com o Ele...
É um esritor turco que já recebeu um prémio Nobel, se não me engano, em 2006, e que li pela primeira vez.Gostei.É uma história imaginativa e bem escrita, de amor-ódio entre um escravo e um mestre,em que o escravo ensina ao mestre tudo o que sabe sobre ciência, aprendendo também do mestre, chegando a um ponto em que quase se confundem as duas personalidades, confundindo-se o real com o imaginado, o Eu com o Ele...
Zero
Dei-me agora conta _espanto! _ de que passou meio ano sem que tivesse escrito qualquer coisa : zero.
E o que é mais espantoso é que tenho a sensação de que tudo o resto na minha vida foi igual.
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